Entrevistas

Uma mudança “para melhor” no tratamento da diabetes com os inibidores SGLT2

09 Mar. 2020

A moderação do simpósio organizado pela Aliança Boehringer Ingelheim/Lilly, intitulado “The heart and the kidney: a sweet connection”, foi da responsabilidade do Dr. João Jácome de Castro, endocrinologista no Hospital das Forças Armadas, que no final da sessão partilhou com o My Diabetes o que mudou, na sua perspetiva, desde a apresentação do estudo EMPA-REG OUTCOME, em 2015, e a sua experiência da prática clínica com a utilização da empagliflozina. Assista às declarações em vídeo.

“Muita coisa e para melhor”. Foi desta forma que o Dr. João Jácome de Castro resumiu o que mudou desde a apresentação em 2015 do EMPA-REG OUTCOME, “o primeiro grande estudo em toda a classe dos inibidores SGLT2 que mostrou que era possível modificar o prognóstico dos doentes com diabetes”, já que “morriam menos, quando tratados com empagliflozina”.

Tal como descreveu o moderador do simpósio, desde aí, “toda a classe teve, cada vez mais, evidência clínica” e, em particular, “dos mecanismos da doença”. “Começou a haver um conjunto enorme de estudos que mostraram os mecanismos pelos quais no rim e no coração, nomeadamente, a empagliflozina protege-os e prolonga a vida”, afirmou.

O que decorreu de tudo isto foi, como referiu o Dr. João Jácome de Castro, que as “orientações internacionais e nacionais para o tratamento da diabetes mudaram porque se acreditou que a evidência era suficientemente forte para que hoje se trate de forma diferente os doentes com diabetes”.

“Mas ainda temos imensas linhas interessantes para o futuro, para os doentes com diabetes e, provavelmente, mesmo para doentes sem diabetes”, declarou o endocrinologista, indicando que esse foi um dos tópicos em análise durante o simpósio, “perspetivas futuras no tratamento dos doentes com insuficiência cardíaca e com doença renal, mesmo não sendo diabéticos, com este tipo de fármacos, nomeadamente, com a empagliflozina”.

Antes de terminar, o Dr. João Jácome de Castro mencionou os “estudos de mundo real que existem com esta classe, nomeadamente, com a empagliflozina que têm vindo a comprovar os resultados extraordinariamente positivos dos ensaios clínicos”, e partilhou a sua experiência da prática clínica, dando a sua opinião sobre o tipo de doentes que mais beneficia do uso de empagliflozina: “Seguramente para todos os doentes com diabetes”, assim como “todos os doentes que têm insuficiência cardíaca e insuficiência renal”.

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