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	<title>Arquivo de Congresso Português de Diabetes - My Diabetes</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica endocrinologista e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças metabólicas</description>
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	<title>Arquivo de Congresso Português de Diabetes - My Diabetes</title>
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		<title>Rastreio da diabetes tipo 1: A urgência de antecipar o diagnóstico para “preservar hoje” e “proteger o amanhã”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:31:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No 22.º Congresso Português de Diabetes, o simpósio satélite promovido pela Sanofi, “Preservar hoje para proteger o amanhã: nova era na prevenção da diabetes tipo 1”, sobre serviu de mote para uma reflexão sobre a mudança de paradigma na abordagem à doença. Em declarações à News Farma, os três moderadores da sessão – João Filipe [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">No 22.º Congresso Português de Diabetes, o simpósio satélite promovido pela Sanofi, “Preservar hoje para proteger o amanhã: nova era na prevenção da diabetes tipo 1”, sobre serviu de mote para uma reflexão sobre a mudança de paradigma na abordagem à doença. Em declarações à News Farma, os três moderadores da sessão – <strong>João Filipe Raposo, Mónica Reis e Sónia do Vale </strong>– abordaram os desafios da implementação do rastreio e o impacto que a intervenção precoce terá na vida das pessoas. Assista aos vídeos das entrevistas.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Entrevista João Filipe Raposo - simpósio Sanofi (CPD 2026)" src="https://player.vimeo.com/video/1172484745?h=7492884bd7&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Do sucesso no terreno à decisão política</strong><br>João Filipe Raposo, diretor clínico da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), sublinha que o país já está a demonstrar a viabilidade do rastreio através de iniciativas como “O Dedo Que Adivinha”, que faz parte do projeto europeu EDENT1FI e que já rastreou mais de 12 mil pessoas. “Já temos uma ideia do número de pessoas que são positivas, do número de casos que é necessário acompanhar e temos uma ideia da metodologia”, afirma o especialista, notando que o entusiasmo dos profissionais é elevado.<br>Contudo, aponta que o próximo passo depende da compreensão dos decisores políticos “de que isto é importante e tem que ser implementado”. Além disso, destaca a necessidade de discutir o processo integrado no Serviço Nacional de Saúde: como convocar e acompanhar estas pessoas.<br>Para João Filipe Raposo, o futuro da área será transformador: “As consultas de diabetes tipo 1, daqui a meia dúzia de anos, serão certamente muito diferentes”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Entrevista Mónica dos Reis - simpósio Sanofi (CPD 2026)" src="https://player.vimeo.com/video/1173005269?h=7fd4dac01f&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Educar antes de a doença chegar</strong><br>Na perspetiva de Mónica Reis, coordenadora do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e diretora da Unidade Integrada de Diabetes da Unidade Local de Saúde (ULS) do Estuário do Tejo, o rastreio permite evitar cenários graves como a cetoacidose diabética. A especialista explica que, embora o diagnóstico precoce possa ter um impacto inicial negativo por revelar uma doença silenciosa, a existência de opções como o teplizumab muda a perspetiva, permitindo atrasar o início da patologia.<br>Mónica Reis defende que o ganho em literacia antes do aparecimento dos sintomas é também um dos maiores trunfos desta nova era. “Se nós conseguirmos educar antes de a termos, e termos esse ganho em literacia em saúde e em educação terapêutica do doente previamente à doença, vai ser absolutamente extraordinário e impactante no futuro”, explica. A estratégia passa por garantir que a patologia surja de forma controlada: “Vai ser de uma forma diferente, porque já vamos estar à espera da Diabetes e não a Diabetes à nossa espera”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Entrevista moderadora Sónia do Vale - simpósio Sanofi (CPD 2026)" src="https://player.vimeo.com/video/1172484713?h=ab3f547094&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ganhar qualidade de vida</strong><br>Por sua vez, Sónia do Vale, diretora do Programa Nacional para a Diabetes da Direção-Geral da Saúde e endocrinologista na ULS de Santa Maria, reforça que o objetivo último de qualquer intervenção precoce é humanizar a jornada do doente e garantir ganhos tangíveis no seu quotidiano.<br>Para a especialista, a meta é clara e centra-se no bem-estar individual: “O que nós queremos sempre é melhorar a vida da pessoa. Portanto, é ganhar qualidade de vida. É ganhar mais anos com qualidade”.</p>
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		<title>Diabetes e cardiopatia na mulher: a importância da avaliação e seguimento multidisciplinar, desde a pré-conceção ao pós-parto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:20:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o 22.º Congresso Português de Diabetes, Rita Ilhão Moreira apresentou o tema “Gravidez na pessoa com diabetes e cardiopatia” no simpósio 5, “Diabetes na gravidez e doença cardiovascular”. Em entrevista à News Farma, a assistente hospitalar de Cardiologia no Hospital de Santa Marta (ULS de São José) alerta para o facto de a doença [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Durante o 22.º Congresso Português de Diabetes, <strong>Rita Ilhão Moreira</strong> apresentou o tema “Gravidez na pessoa com diabetes e cardiopatia” no simpósio 5, “Diabetes na gravidez e doença cardiovascular”. Em entrevista à News Farma, a assistente hospitalar de Cardiologia no Hospital de Santa Marta (ULS de São José) alerta para o facto de a doença cardiovascular ser uma das principais causas de mortalidade na gestação e sublinha que o seguimento das doentes deve ser multidisciplinar e abranger todo o ciclo reprodutivo. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Diabetes e cardiopatia na mulher: a importância da avaliação e seguimento multidisciplinar, desde a pré-conceção ao pós-parto" src="https://player.vimeo.com/video/1173769904?h=cfe451397e&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rita Ilhão Moreira, a mensagem fundamental da sua intervenção foi a de que muitas das mortes por causas cardiovasculares durante a gravidez são preveníveis. A estratégia para garantir a segurança da mulher com diabetes e cardiopatia assenta numa avaliação que não se deve limitar ao período gestacional e que deve ser feita por uma equipa multidisciplinar. “É importante fazermos uma avaliação das mulheres com doença cardiovascular e com diabetes, que vai desde a pré-conceção, durante a gravidez e no pós-parto”, afirma, salientando que esta equipa multidisciplinar deve avaliar tanto a segurança dos tratamentos como o risco de descompensação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cardiologista identifica o período pré-concecional como um dos maiores desafios, devido à necessidade de consciencializar a mulher sobre o risco de eventos cardíacos e de planear a gestação da forma mais segura possível. De acordo com Rita Ilhão Moreira, existe uma alteração na perceção de risco da própria mulher consoante a fase em que se encontra: enquanto durante a gravidez a preocupação com a saúde é muito elevada, antes e depois do parto essa atenção é mais reduzida. “No pós também tem outros encargos que, se calhar, a deixam menos preocupada com a sua saúde”, conclui a especialista.</p>
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		<item>
		<title>Nova direção da SPD aposta na renovação geracional e no passar da “reflexão à ação”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:18:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tomada de posse da nova direção da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) para o triénio 2026-2028 aconteceu após a Assembleia Geral e Eleitoral que decorreu no segundo dia do 22.º Congresso Português de Diabetes. Já na qualidade de presidente da SPD, Estevão Pape conversou com a News Farma e traçou as prioridades para este [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A tomada de posse da nova direção da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) para o triénio 2026-2028 aconteceu após a Assembleia Geral e Eleitoral que decorreu no segundo dia do 22.º Congresso Português de Diabetes. Já na qualidade de presidente da SPD, <strong>Estevão Pape</strong> conversou com a News Farma e traçou as prioridades para este mandato, assentes na continuidade do trabalho desenvolvido anteriormente. Assista às declarações em vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Nova direção da SPD aposta na renovação geracional e no passar da “reflexão à ação”" src="https://player.vimeo.com/video/1173769957?h=287ac6b92b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Para Estevão Pape, a nova direção da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) representa, fundamentalmente, a continuidade das traves-mestras da ação da anterior. No entanto, o especialista assume que o objetivo para o triénio 2026-2028 passa por ir além do que ficou por fazer, com uma aposta clara no “rejuvenescimento” etário dos órgãos sociais, salientando a necessidade de preparar a SPD para uma “patologia em constante mudança, com novidades científicas permanentes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A multidisciplinaridade, característica diferenciadora desta sociedade científica que congrega médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, investigadores, entre outros, será para manter e reforçar. A nova direção pretende ainda “alargar a ação dos Grupos de Estudo”, para que passem “da reflexão à ação”. Paralelamente, o objetivo é garantir que a SPD tenha os meios financeiros, científicos e académicos necessários para apoiar investigadores e clínicos ao longo de todo o ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano clínico, a nova direção para o triénio 2026-2028 pretende estar atenta aos profissionais de saúde e “na forma como são tratados os diabéticos”, quer no Serviço Nacional de Saúde, quer no setor privado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as prioridades a curto prazo, Estevão Pape destaca o foco na diabetes tipo 1 e no seu rastreio. E por fim, sublinha que “a diabetes não é só obesidade”. “A Sociedade Portuguesa de Diabetologia vai-se dedicar à doença diabetes, também àqueles que a têm e àqueles que a tratam”, conclui.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novo Consenso defende acesso à monitorização contínua da glicose para todas as pessoas sob insulinoterapia</title>
		<link>https://mydiabetes.pt/entrevistas/novo-consenso-defende-acesso-a-monitorizacao-continua-da-glicose-para-todas-as-pessoas-sob-insulinoterapia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:15:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Conferência “Consenso sobre aplicações e necessidades emergentes na monitorização contínua da glicose em Portugal”, patrocinada pela Abbott durante o 22.º Congresso Português de Diabetes, decorreu sob moderação de João Sérgio Neves. Em declarações à News Farma, o endocrinologista da Unidade Local de Saúde de São João e secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Conferência “Consenso sobre aplicações e necessidades emergentes na monitorização contínua da glicose em Portugal”, patrocinada pela Abbott durante o 22.º Congresso Português de Diabetes, decorreu sob moderação de <strong>João Sérgio Neves</strong>. Em declarações à News Farma, o endocrinologista da Unidade Local de Saúde de São João e secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM) destaca a importância de alargar esta tecnologia a todos os doentes tratados com insulina, incluindo a basal. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entrevista João Sérgio Neves - Conferência Abbott (CPD 2026)" src="https://player.vimeo.com/video/1172654686?h=a5d05c9f76&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na perspetiva de João Sérgio Neves, o “<a href="http://www.revportdiabetes.com/wp-content/uploads/2025/12/RPD_Dezembro_2025_Recomendacoes_156-165.pdf">Consenso sobre Aplicações e Necessidades Emergentes da Monitorização Contínua da Glicose em Portugal</a>” representa um passo fundamental para a justiça no tratamento da diabetes em Portugal. O endocrinologista sublinha que existe evidência científica clara sobre os benefícios da monitorização contínua da glicose, não apenas em esquemas intensivos, como também em pessoas que utilizam somente insulina basal. “Se nós restringirmos apenas às pessoas com esquemas intensivos a utilização da monitorização contínua da glicose, vamos ter um grupo grande de pessoas que podia beneficiar e que está em risco de hipoglicemias graves”, alerta, reforçando que o documento sugere que o acesso deve ser universal para quem faz qualquer tipo de insulina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto central abordado pelo especialista é a necessidade de garantir padrões elevados de exatidão e qualidade nos dispositivos disponíveis no mercado nacional. João Sérgio Neves defende a adoção de critérios de rigor semelhantes aos da <em>U.S. Food and Drug Administration</em> (FDA) para evitar que dispositivos sem a qualidade necessária ponham os doentes em risco. “Se a monitorização contínua da glicose é tão central para a gestão da diabetes, é igualmente importante que todos os dispositivos que estamos a utilizar tenham a qualidade necessária para garantirmos o sucesso desta intervenção”, assevera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O moderador da sessão esclarece ainda que o Consenso sistematiza as vantagens da monitorização contínua da glicose, podendo servir, por isso, de base para uma decisão política de alargamento da comparticipação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>22.º Congresso Português de Diabetes: uma edição de “celebração” que marca o encerrar de um ciclo na SPD</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:10:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No encerramento do 22.º Congresso Português de Diabetes, João Filipe Raposo, presidente do evento e presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), conversou com a News Farma sobre o balanço desta edição e o fim do seu percurso na liderança da SPD após dois mandatos. Confira o testemunho em vídeo. “Estou bastante contente com [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mydiabetes.pt/entrevistas/22-o-congresso-portugues-de-diabetes-uma-edicao-de-celebracao-que-marca-o-encerrar-de-um-ciclo-na-spd/">22.º Congresso Português de Diabetes: uma edição de “celebração” que marca o encerrar de um ciclo na SPD</a> aparece primeiro em <a href="https://mydiabetes.pt">My Diabetes</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">No encerramento do 22.º Congresso Português de Diabetes, <strong>João Filipe Raposo</strong>, presidente do evento e presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), conversou com a News Farma sobre o balanço desta edição e o fim do seu percurso na liderança da SPD após dois mandatos. Confira o testemunho em vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="22.º Congresso Português de Diabetes: uma edição de “celebração” que marca o encerrar de um ciclo na SPD" src="https://player.vimeo.com/video/1173770075?h=8829948bfe&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Estou bastante contente com esta edição, por várias razões”, revela João Filipe Raposo que manifesta também o “balanço positivo” aos seus dois mandatos na liderança da Sociedade Portuguesa de Diabetologia. A seu ver, é “uma Sociedade que junta os esforços de vários grupos profissionais, de vários interesses e conhecimentos”, e que se abre à participação de outras sociedades científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo João Filipe Raposo, esta abertura reflete-se, então, num congresso que é, cada vez mais, dinâmico e “com maior partilha de conhecimento e mais ligado à realidade”. “Pelo número de pessoas que aderiu, pelo número de comunicações que temos, pela discussão, acho que é francamente uma aposta ganha”, remata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o presidente-eleito da <em>International Diabetes Federation</em> (IDF) Europa e diretor clínico da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), “uma das grandes vantagens dos congressos presenciais” reside no que acontece “fora das salas das comunicações”. João Filipe Raposo realça que, embora o programa científico seja o ponto de partida, o que ocorre “entre salas” é fundamental: “É aqui que são discutidos projetos de investigação. É aqui que são discutidas as dificuldades que sentimos na prática clínica e que nem sempre vão até aos simpósios”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fechar este ciclo de dois mandatos, João Filipe Raposo expressa o sentimento de ter dado o seu melhor, juntamente com os restantes corpos sociais, num contexto de exigência crescente. Além disso, realça o carácter voluntário do trabalho dedicado à Sociedade Portuguesa de Diabetologia e a importância da renovação que se segue com a <a href="https://www.spd.pt/#/sociedade-portuguesa-de-diabetologia-elege-novos-orgaos-sociais-para-o-trienio-2026-2028">nova direção para o triénio 2026–2028</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mydiabetes.pt/entrevistas/22-o-congresso-portugues-de-diabetes-uma-edicao-de-celebracao-que-marca-o-encerrar-de-um-ciclo-na-spd/">22.º Congresso Português de Diabetes: uma edição de “celebração” que marca o encerrar de um ciclo na SPD</a> aparece primeiro em <a href="https://mydiabetes.pt">My Diabetes</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Comunicação em saúde: o novo Manual focado na dinâmica das equipas multidisciplinares</title>
		<link>https://mydiabetes.pt/entrevistas/comunicacao-em-saude-o-novo-manual-focado-na-dinamica-das-equipas-multidisciplinares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 12:22:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 22.º Congresso Português de Diabetes foi o palco escolhido para a apresentação do “Manual de Comunicação em Saúde: A comunicação na equipa de saúde”, uma obra que surge como a continuação natural do guia dedicado à relação com o utente. Em entrevista à News Farma, Edite Nascimento e Dulce do Ó, coordenadoras do projeto, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O 22.º Congresso Português de Diabetes foi o palco escolhido para a apresentação do “Manual de Comunicação em Saúde: A comunicação na equipa de saúde”, uma obra que surge como a continuação natural do guia dedicado à relação com o utente. Em entrevista à News Farma, <strong>Edite Nascimento</strong> e <strong>Dulce do Ó</strong>, coordenadoras do projeto, explicam como a eficácia da comunicação interna é a “engrenagem” que garante a segurança e a qualidade dos cuidados na diabetes. Assista ao vídeo.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Entrevista Edite Nascimento - Lançamento &quot;Manual de Comunicação Eficaz na Equipa de Saúde&quot;" src="https://player.vimeo.com/video/1170785473?h=070b5e280f&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Para Edite Nascimento, assistente graduada sénior de Medicina Interna e coordenadora do Grupo de Estudos de Educação em Diabetes da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, este Manual foca-se numa temática muitas vezes subvalorizada: a forma como os profissionais comunicam entre si. “Muitos dos conflitos, confusões e entropias que surgem nas equipas são geralmente erros de comunicação”, alerta, sublinhando que a pessoa com diabetes, sendo um doente crónico, passa pelas mãos de múltiplos profissionais e todos são vitais para o sucesso terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista destaca ainda um capítulo, que convida à reflexão sobre como a mensagem é ouvida e interpretada dentro do grupo de trabalho. “Se eliminarmos essas barreiras, estamos com certeza a prestar um melhor cuidado ao doente e temos um ambiente de trabalho mais agradável e produtivo”, reforça a diretora do Serviço de Medicina Interna da Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Entrevista Dulce do Ó - Lançamento &quot;Manual de Comunicação Eficaz na Equipa de Saúde&quot;" src="https://player.vimeo.com/video/1170994530?h=bb3a455f11&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A importância de passar uma mensagem uniformizada</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementando esta visão, Dulce do Ó, enfermeira coordenadora do Departamento de Estudos e Projetos da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), sublinha que o Manual oferece estratégias práticas para que a comunicação flua entre hierarquias e grupos profissionais. Na sua perspetiva, o grande objetivo é garantir que a equipa fala a “mesma língua” perante o utente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A mensagem que nós transmitimos às pessoas tem de ser simples, clara e uniforme entre os vários elementos da equipa”, defende Dulce do Ó. A enfermeira acredita que uma comunicação eficaz e uma mensagem uniformizada não só evitam a confusão do doente, como permitem ganhos reais na literacia em saúde e na qualidade de vida das pessoas com diabetes.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mydiabetes.pt/entrevistas/comunicacao-em-saude-o-novo-manual-focado-na-dinamica-das-equipas-multidisciplinares/">Comunicação em saúde: o novo Manual focado na dinâmica das equipas multidisciplinares</a> aparece primeiro em <a href="https://mydiabetes.pt">My Diabetes</a>.</p>
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			</item>
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		<title>22.º Congresso Português de Diabetes: os primeiros instantes do fórum de excelência da Diabetologia nacional</title>
		<link>https://mydiabetes.pt/atualidade/22-o-congresso-portugues-de-diabetes-os-primeiros-instantes-do-forum-de-excelencia-da-diabetologia-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 10:09:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura, abriu as portas à 22.ª edição do Congresso Português de Diabetes, evento que, anualmente, reúne profissionais de diferentes áreas da Saúde para abordarem os desafios atuais e os principais avanços no combate à diabetes e às suas complicações. Percorra a galeria de imagens e testemunhe o dinamismo [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mydiabetes.pt/atualidade/22-o-congresso-portugues-de-diabetes-os-primeiros-instantes-do-forum-de-excelencia-da-diabetologia-nacional/">22.º Congresso Português de Diabetes: os primeiros instantes do fórum de excelência da Diabetologia nacional</a> aparece primeiro em <a href="https://mydiabetes.pt">My Diabetes</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura, abriu as portas à 22.ª edição do Congresso Português de Diabetes, evento que, anualmente, reúne profissionais de diferentes áreas da Saúde para abordarem os desafios atuais e os principais avanços no combate à diabetes e às suas complicações. Percorra a galeria de imagens e testemunhe o dinamismo e a partilha de conhecimento que marcaram o arranque deste encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Filipe Raposo, que preside à 22.º edição do Congresso Português de Diabetes naquela que é também a reta final do seu mandato enquanto presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), deu as boas-vindas aos participantes durante a Sessão de Abertura, que ficou marcada por uma justa homenagem à memória de Carlos Simões Pereira, sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Diabetologia em 1987 e figura incontornável da Endocrinologia em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seguiu-se a Cerimónia Inaugural, que contou com a conferência de Michiel Nijhoff, internista/endocrinologista do Leiden University Medical Center, dedicada ao tema “Towards a Cure for type 1 diabetes? Approaches to Cell and Gene Therapies”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro dia do Congresso ficou ainda assinalado pelo lançamento e apresentação do “Manual de Comunicação Eficaz na Equipa de Saúde”, desenvolvido pelo Grupo de Estudos para a Educação em Diabetes (GED) da SPD.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Organizado pela SPD, o 22.º Congresso Português de Diabetes arrancou ontem, 5 de março, em Vilamoura, e termina amanhã, 7 de março.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="780" height="400" data-id="244863" src="https://mydiabetes.pt/wp-content/uploads/2026/03/1.jpg" alt="" class="wp-image-244863" srcset="https://mydiabetes.pt/wp-content/uploads/2026/03/1.jpg 780w, https://mydiabetes.pt/wp-content/uploads/2026/03/1-300x154.jpg 300w, https://mydiabetes.pt/wp-content/uploads/2026/03/1-768x394.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px" /></figure>
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		<item>
		<title>Pé diabético: a necessidade de adaptar a educação terapêutica à realidade do doente</title>
		<link>https://mydiabetes.pt/entrevistas/pe-diabetico-a-necessidade-de-adaptar-a-educacao-terapeutica-a-realidade-do-doente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 09:59:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Educação terapêutica na neuropatia diabética periférica” foi o tema apresentado por Rui Oliveira, durante o simpósio dedicado aos “Determinantes biológicos, comportamentais e psicossociais na neuropatia diabética”, que decorreu no primeiro dia do 22.º Congresso Português de Diabetes. No final, a News Farma conversou com o enfermeiro do Departamento de Pé Diabético da Associação Protectora dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">“Educação terapêutica na neuropatia diabética periférica” foi o tema apresentado por <strong>Rui Oliveira</strong>, durante o simpósio dedicado aos “Determinantes biológicos, comportamentais e psicossociais na neuropatia diabética”, que decorreu no primeiro dia do 22.º Congresso Português de Diabetes. No final, a News Farma conversou com o enfermeiro do Departamento de Pé Diabético da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) para uma síntese das mensagens-chave partilhadas. Assista às declarações em vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Rui Oliveira - Educação terapêutica na neuropatia diabética periférica" src="https://player.vimeo.com/video/1170784935?h=d1a94dcfa5&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Basicamente, quis rasgar um bocadinho aquilo que vem nos livros porque está escrito há 30 anos e não tem havido propriamente atualizações”, afirma Rui Oliveira, para contextualizar os objetivos da sua palestra dedicada à “Educação terapêutica na neuropatia diabética periférica”. Na sua perspetiva, “passar informação não é educação” e, por isso, é necessário adequar a comunicação à pessoa que se tem à frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais da sua intervenção foi a evolução tecnológica do calçado, que hoje oferece soluções de proteção muito superiores às de décadas passadas. Contudo, Rui Oliveira alerta que o calçado tecnologicamente avançado de nada serve, se o doente se recusar a usá-lo. E é neste ponto que a educação terapêutica deve atuar, não como uma imposição, mas como uma negociação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio, explica, passa por encontrar um equilíbrio quando o doente rejeita o protocolo ideal por questões de conforto ou estética. O objetivo é garantir que a mensagem educativa é integrada no quotidiano, levando o profissional de saúde a ajudar o doente a escolher, por exemplo, a “sandália menos má”, e a priorizar a redução de danos, ao invés de impor regras rígidas que acabem por ser ignoradas. “Se essa pessoa nos deu a entender claramente que não vai optar por isso, então nós temos que a ajudar a tomar a melhor decisão para ela, mesmo que não seja aquela que nós gostaríamos que fosse”, conclui.</p>
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		<item>
		<title>Nova evidência sobre o papel da monitorização contínua da glicose na diabetes gestacional</title>
		<link>https://mydiabetes.pt/entrevistas/nova-evidencia-sobre-o-papel-da-monitorizacao-continua-da-glicose-na-diabetes-gestacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 09:57:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A evolução dos sistemas de monitorização contínua da glicose (MCG) está a abrir novas portas na gestão da diabetes gestacional, através da redução de complicações que até aqui eram difíceis de evitar. No simpósio “Diabetes e Gravidez: O impacto das novas tecnologias”, Vera Fernandes, endocrinologista da Unidade Local de Saúde de Braga, apresentou as “novidades [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A evolução dos sistemas de monitorização contínua da glicose (MCG) está a abrir novas portas na gestão da diabetes gestacional, através da redução de complicações que até aqui eram difíceis de evitar. No simpósio “Diabetes e Gravidez: O impacto das novas tecnologias”, <strong>Vera Fernandes</strong>, endocrinologista da Unidade Local de Saúde de Braga, apresentou as “novidades e controvérsias” associadas a esta ferramenta, abordando-as igualmente em entrevista à News Farma. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Vera Fernandes - A MCG na Diabetes gestacional: Novidades e controvérsias" src="https://player.vimeo.com/video/1170795262?h=34c06da31e&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Vera Fernandes começa por notar que, embora existissem dados prévios sobre os benefícios da monitorização contínua da glicose (MCG) no ganho ponderal, faltava evidência robusta quanto aos <em>outcomes</em> clínicos mais graves. No entanto, o início de 2026 trouxe uma mudança significativa com a publicação de novos dados, como os do ensaio clínico <a href="https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(25)00288-8/abstract">GRACE</a>, que conseguiu demonstrar um impacto positivo na diminuição da prevalência de recém-nascidos grandes para a idade gestacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a endocrinologista defende que o estudo traz “uma grande novidade, ou seja, uma diminuição de um <em>outcome</em> negativo” em grávidas com diabetes gestacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Custo-efetividade e o futuro da MCG</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Vera Fernandes, esta tecnologia tem também mais-valias no pós-parto. No entanto, a implementação generalizada ainda enfrenta desafios, nomeadamente a questão do custo-efetividade. Por esta razão, a palestrante defende que é necessário saber selecionar as grávidas que mais beneficiam destes dispositivos de MCG, garantindo que o investimento se traduz em ganhos de saúde reais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A concluir, a especialista ressalva que, apesar do otimismo gerado pela nova evidência, “são necessários estudos mais robustos” que reforcem “este benefício que parece haver com a utilização do CGM na diabetes gestacional”.</p>
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		<title>Caminhos para a cura da diabetes tipo 1: o potencial das terapias celulares e genéticas</title>
		<link>https://mydiabetes.pt/entrevistas/caminhos-para-a-cura-da-diabetes-tipo-1-o-potencial-das-terapias-celulares-e-geneticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 09:54:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Português de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na sequência da sua participação no 22.º Congresso Português de Diabetes, onde proferiu a Conferência Inaugural intitulada “Towards a Cure for type 1 diabetes? Approaches to Cell and Gene Therapies”, Michiel Nijhoff conversou com a News Farma. O internista e endocrinologista do Leiden University Medical Center defende uma abordagem pragmática na investigação, sublinhando que a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Na sequência da sua participação no 22.º Congresso Português de Diabetes, onde proferiu a Conferência Inaugural intitulada “Towards a Cure for type 1 diabetes? Approaches to Cell and Gene Therapies”, <strong>Michiel Nijhoff</strong> conversou com a News Farma. O internista e endocrinologista do Leiden University Medical Center defende uma abordagem pragmática na investigação, sublinhando que a redução da carga da doença e a estabilização glicémica são metas prioritárias para devolver qualidade de vida aos doentes. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Michiel Nijhoff - Conferência inaugural" src="https://player.vimeo.com/video/1170785110?h=306b991a98&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Para Michiel Nijhoff, o reconhecimento da carga que a diabetes tipo 1 representa é uma conquista recente, sobretudo junto dos decisores políticos. O especialista recorda a resistência inicial à inovação tecnológica, como os sistemas de monitorização contínua: “Lembro-me de quando os primeiros sensores surgiram no mercado e perguntavam porque é que precisamos deles, se os doentes podem só fazer picadas no dedo. E nós respondíamos: façam 10 picadas por dia, durante 10 anos, e digam como se sentem”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linha com as anteriores considerações, o palestrante enfatiza que a carga da diabetes tipo 1 é multidimensional. Além da carga diária, que exige cerca de duas horas de autogestão de quem vive com a doença, existe uma incerteza constante sobre o futuro, já que, mesmo com um empenho total, estes doentes convivem com o risco de complicações graves, como a perda de visão ou a doença cardiovascular e renal, o que gera um impacto psicológico profundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A estabilização como prioridade terapêutica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No que concerne à investigação de uma cura, Michiel Nijhoff sugere que o foco inicial não deve ser obrigatoriamente a remissão total para todos os doentes, mas sim a redução da complexidade do tratamento. “Preferia ajudar 200 pessoas e estabilizá-las, do que curar 20 pessoas”, declara. O especialista explica que garantir ao organismo “alguma produção autónoma de insulina” é suficiente para simplificar o controlo glicémico e aliviar significativamente a carga imposta pela patologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, a grande evolução reside agora na criação de células produtoras de insulina através de ilhotas derivadas de células estaminais. O maior desafio é evitar que o sistema imunitário as destrua, pelo que a solução mais próxima passa por tornar estas células “parcialmente invisíveis” às defesas do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A força da colaboração internacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dando o seu próprio exemplo, Michiel Nijhoff afirma que o cenário da investigação nesta área sofreu uma “metamorfose” profunda nos últimos 15 anos e destaca a importância dos investimentos e de parcerias europeias – contexto no qual conheceu João Filipe Raposo – para acelerar novos avanços científicos através da partilha de conhecimento e recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Finalmente conseguimos os investimentos de que precisamos”, congratula-se o especialista, concluindo que o trabalho em rede permite encarar o futuro com otimismo: “O futuro é brilhante, finalmente”.</p>
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